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Aprendendo a SER GENTE...

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Sou enfermeira, formada há 4 anos, mas sinto que sou enfermeira há mais tempo, sou enfermeira antes mesmo de prestar vestibular, antes mesmo de entrar para Universidade, sinto de forma real que na minha identidade eu sempre trouxe traços do cuidado, é parte do que sou, não querendo ser soberba ou me julgar perfeita ou livre de falhas no exercício  diário do meu oficio, mas ouso dizer que ser enfermeira faz realmente parte do que sou... Digo isso pois é na enfermagem que eu consigo pela graça de Deus enxergar coisas como a descoberta de hoje, segundas feiras não são fáceis, não são mesmo, eu tive hoje uma manhã daquelas, meu plantão corrido, com muitas coisas e o cansaço latente depois de tantas horas em pé correndo (literalmente) de um lado para o outro, mas um pouco antes do domingo virar segunda eu vivi uma  experiência que ainda faltam palavras para definir... Admiti uma bebê na intercorrência, acompanhada pelos pais, com seus 10 meses de vida, mantendo-se bem...

Esse tal amor...

Ouço tanto falar dessa tal amor, é por conta dele que muitas vezes minha mãe engole algumas das minhas tantas respostas não tão educadas (como toda pessoa nascida sob a constelação de capricórnio) depois de uma noite intensa de trabalho, buscando ser compreensiva com meu estresse agudo (quase crônico, depois de alguns anos lidando diretamente com a dor humana) , essa é uma das formas de amor mais absoluto que eu tenho encontrado (de no máximo duas)... É por conta dele que (a maioria) minhas amigas estão casadas ou noivas e sorriem de forma absoluta por isso (as vezes entre lágrimas, mas ainda assim sorriem, afinal tem um prêmio dourado na mão para exibir a sociedade tão sedenta de ver) e por conta desse mesmo tal que algumas delas me olham com cara de pena ( elas realmente acham que eu não tenho esse tal amor aí comigo, e sinceramente, desse jeito eu não tenho mesmo), foi em nome desse tal que o carinha (que eu jurava que queria casar comigo no ano passado) entrou par...

Deixa rolar...

Hoje conversando com minha mãe, num dos nossos diálogos cabeças onde uma descobre mais de si na outra do que realmente achamos ser possível rs,  falávamos da nossa triste mania de não confiar em Deus, eu sou assim, peço, digo que está nas mãos Dele e faço birra pq não recebi em 3 segundos o esperado!  Pensando nisso, na falta de confiança, resolvi refletir se realmente havia motivos para tanta insegurança... Bom, resolvi olhar para meu passado e rever minha história que mesmo com (alguns muitos) contratempos é uma história marcada pela misericórdia... Mesmo que muitos idiotas tenham passado por mim, (muitos mesmo) e alguns deles até permanecem e eu ando retardadamente permitindo isso (isso vai mudar, eu creio), mesmo assim vejo o quanto sou privilegiada em tantos sentidos, tudo bem que hoje aos 25 imaginava uma vida adiantada na área afetiva... mas não imaginava que profissionalmente eu estaria indo tão longe nessa idade e não imaginava o quanto isso traria sentido aos meus ...