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O Fim de uma Amizade: Reflexões sobre Exclusão e Desinteresse

Durante quase 10 anos, uma amizade floresceu e crescia entre nós, nascida em um retiro da igreja e alimentada pela proximidade e cumplicidade. No entanto, como muitas histórias, essa também teve seu declínio. A mudança começou quando ela encontrou um amor, e aos poucos, fui deixada de lado, como se minha presença não fosse mais necessária em sua vida (não é drama, a pessoa simplesmente passou da água para o vinho em ações e atitudes). Mesmo assim, continuei apoiando-a, inclusive em momentos difíceis, como quando precisou de cuidados após um acidente de moto. Ela também me apoiava quando eu me humilhava por atenção e até me emprestou uma quantia em dinheiro para eu não me enrolar em dívidas feitas por um ex namorado. A situação atingiu um ponto crítico quando ouvi um áudio dela criticando minhas escolhas, o que resultou no cancelamento de um evento importante para mim, por sentir-me magoada e desvalorizada. Ela simplesmente mandou um áudio para uma familiar falando coisas que literalmen...

Lenga-lenga, bla-bla-blá

Mudei de país em agosto de 2023,  enfim esse blog vai começar a fazer sentido,  afinal de contas, depois de 45 dias, sinto que talvez, enfim, tenha encontrado o meu lugar! Espero fielmente que em janeiro eu não mude de ideia, afinal de contas, o inverno está chegando! A verdade é que vim aqui hoje compartilhar uma reflexão a respeito dos muitos comentários que escutei no processo de mudança, um deles foi que as pessoas não conseguiriam fazer o que fizemos (mudar de país) por serem apegados demais a família, confesso que cada vez que escutava isso me sentia com um aperto no peito, pois apesar de não ter muito apego físico, eu sou realmente muito apegada aos meus pais e meu esposo também é muito ligado aos pais dele, mas isso não acho que valha a pena formar opiniões engessadas aqui, afinal de contas, cada um sabe do seu interior e dos seus sentimentos, e sem duvidas nenhuma, deixar nossos pais para trás foi disparada a nossa maior dor nesse processo, dentre tantas outras, que c...

Suporte emocional

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Eu já me coloquei em situações que me magoaram, me machucaram e me fizeram bambear na corda da vida… Na juventude eu me frustrei com relacionamentos, algumas vezes, é normal, na recuperação de uma dessas situações eu adotei uma labradora chocolate, o ano era 2014, e uma cachorra de olhos de mel mudou minha vida, para sempre!  O nome desse ser de luz era Bombom, e ela foi sem dúvidas o ser que nos meus 32 anos de vida mais me amou,  ela foi sem dúvidas o que por muito tempo me sustentou sã nessa loucura que é viver, eu tive a honra de adota-lá quando ela tinha 2 anos, e fiquei quase 9 anos com ela, ela viveu por 11 anos, e os 9 que ela viveu comigo foram os anos que mais aprendi sobre amor, devoção e cuidado, eu cuidei um pouco da Bombom, mas o que ela fez por mim, ultrapassa o cuidado convencional, quando tive que me despedir desse cachorro eu sofri, não é fácil perder sua melhor amiga…  Senti dor física de tristeza e de saudade, mas sei que essa dor deixa claro o imenso ...

Processo

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Ser humano não é fácil, somos frágeis, mesmo na tentativa continua de demonstrar o quanto somos fortes.   Idealizamos, sonhamos, buscamos e com os percalços no caminho nos frustamos. O planejamento estratégico para nossa vida, de repente, não será como havíamos planejado estrategicamente, não sairá conforme o esperado, simples assim, a vida nos dá um NÃO ou quem sabe um PERA AÍ!  E dói ouvir não, dói a frustração, DÓI ESPERAR, paralisa, machuca, nos tira do eixo e as vezes da rota… Entre uma experiência aqui e outra ali, de repente a vida me arrastou para longe de tudo que me é conhecido, o que de cara foi uma aventura que eu almejei, mas eu fiz planos, eu idealizei cada detalhe desse processo, mas a vida fez seu percurso, como tinha que ser, e o meu planejado não foi o que aconteceu… E isso doeu, me machucou, me paralisou e me fez recuar! De tudo que tive que deixar para viver esse novo tempo o que mais doeu sem dúvidas, foi deixar as pessoas, afinal os bem materiais vem e vã...

Como tudo começou...

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Existe uma curiosidade à respeito da minha escolha profissional, afinal de contas: enfermagem e oncologia pediátrica?  Para começar essa história gostaria de dizer que eu não escolhi a enfermagem, não de uma forma convencional... Esse não foi de cara minha primeira opção... O ano era 2006, e aos 15 anos tive uma experiência de vida marcante: um menino de 13 anos que era meu vizinho (e eu o conhecia desde o ensino infantil) tinha falecido por um tumor cerebral, o processo até chegar ao diagnóstico marcou minha história, ele tinha vários sinais e sintomas, mas o diagnóstico veio meses depois, e mesmo com cirurgia e outros tratamentos, ele faleceu, e eu fui ao velório dele, e até hoje eu vejo a mãe dele diante daquele caixão, naquele dia aos 15 anos eu disse para minha mãe: - Eu vou cuidar de crianças com cancer quando crescer.  No dia seguinte cheguei ao curso de preparação para o primeiro emprego para discutir carreira e falei para a professora que queria saber mais sobre o cân...

A dor pelas palavras...

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Na universidade me chamavam de louca por querer seguir na oncologia pediátrica ,   me disseram que com certeza eu teria depressão nos primeiros dias de trabalho,   trabalhei por 10 anos na área e foi uma decisão acertada ,   que me trouxe alegrias, realizações e crescimento, tanto profissional quanto pessoal…   Não só segui meu coração, como fui feliz com isso… Já me disseram que eu era muito direta nas minhas relações de trabalho com as pessoas e com certeza não servia para ser promovida,   não só fui promovida como com o passar do tempo ouvi da minha liderança que esse era o ponto forte da minha forma de gerenciar as situações…   Não só mantive minha forma de ser, como fui elogiada por tal… Já disseram que o mestrado seria perda de tempo e que simplesmente as pessoas repetem que a roda é redonda,   não só fiz algo que ainda não tinham feito no Brasil,   como fiz com foco em público esquecido e que merece atenção…   De todas as pessoas que ...

A escrita como expressão...

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 Por muito tempo eu só escrevi quando estava muito triste,  Era uma tristeza que consumia, eu não sabia e não tinha com quem compartilhar. Por muitas vezes eu mal consegui entender o que acontecia para conseguir expressar, e escrevendo era como se aos poucos tudo aquilo fosse iluminado pelas palavras e o entendimento vinha, pouco a pouco... Hoje em dia, não é frequente que sou tomada pela tristeza, ela faz parte do meu cotidiano, como de qualquer ser humano normal, mas na correria nossa de cada dia, vamos empurrando com a barriga... Mas quando eu paro para refletir sobre o que me entristece hoje, a escrita vem como uma solução. Cheguei numa fase da vida que, quando vejo algo que me aborrece no outro, não demoro a concluir que eu por diversas vezes tenho o mesmo comportamento, e percebo que com o que eu firo, também sou ferida... Na vida adulta a minha maior dificuldade ainda são as relações, se antes eu achava difícil me relacionar na escola e em casa, hoje descobri que em cas...